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História de Grand Theft Auto: Divulgação e controvérsias

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História de Grand Theft Auto: Divulgação e controvérsiasA BMG ainda estava temerosa sobre a baixa qualidade gráfica do jogo, mas principalmente sobre seu conteúdo violento. Dessa maneira, a companhia decidiu contratar o publicitário Max Clifford para realizar a divulgação e controvérsias do jogo. Clifford tinha um histórico de manipular tabloides e criar escândalos para divulgar seus clientes, muitas vezes entrando em conflito com membros conservadores da sociedade. Gary Dale, o chefe da BMG, disse ao publicitário que eles queriam “ter certeza de que podemos gerenciar esse tipo de conteúdo da maneira correta. […] precisamos garantir o posicionamento correto tanto do jogo quanto da mensagem contida nele”.

Clifford pensou diferente e conseguiu convencer a BMG a abraçar a violência do jogo ao invés de tentar ocultá-la ou afastá-la. Para ele a violência era parte do produto e não se podia escapar dela. Ele admitiu que Grand Theft Auto seria muito criticado por algumas pessoas, mas disse que não deveriam ter medo contanto que a classificação indicativa fosse respeitada. O publicitário então baseou a divulgação do jogo na criação de controvérsias na mídia e no governo britânico sobre seu conteúdo, explicando: “Vamos encorajar as pessoas certas a acreditar que seria bom para elas se posicionar contra esse jogo ultrajante e criticá-lo”. O plano era gerar uma divulgação gratuita que acabaria encorajando o público jovem a comprar o produto. A ideia foi bem recebida pelos irmãos Houser, porém Jones e a DMA estavam inseguros em promover Grand Theft Auto apenas na controvérsia.

Clifford foi atrás dos seus contatos no governo e plantou informações sobre o jogo. Algum tempo depois em 20 de maio de 1997, cinco meses antes do lançamento de Grand Theft Auto, lorde Gordon Campbell, Barão Campbell de Croy, foi à Câmara dos Lordes do Reino Unido falar sobre a violência do jogo e como, na opinião dele, o título era um perigo para as “crianças” e “jovens” do país. A discussão tomou a câmara, com muitos lordes defendendo que o jogo não deveria receber permissão para ser vendido em território britânico. Ficou decidido que a British Board of Film Classification (BBFC), órgão responsável pela classificação de entretenimento no Reino Unido, avaliaria Grand Theft Auto e decidiria se ele poderia ser legalmente vendido.

As discussões na Câmara dos Lordes chamaram a atenção da mídia. O jornal Daily Mail escreveu “jogo criminoso que faz apologia a assaltantes”, também listando as atividades que o jogador podia realizar: “Imagine-se […] roubando veículos exóticos e cometendo seu primeiro assassinato, matando policiais, vendendo drogas, roubando bancos e até exterminando imigrantes ilegais!”. Outros jornais se seguiram com manchetes e artigos semelhantes, todos enfatizando a má influência que Grand Theft Auto poderia ser para os jovens. O porta-voz da Scottish Motor Trade Association afirmou que “expor as mentes da juventude para o crime automobilístico dessa maneira é deplorável”. A BMG ficou feliz com a repercussão e os resultados, e aos poucos até mesmo a DMA passou a sentir o mesmo.

A fim de aumentar ainda mais as controvérsias, Clifford fez propaganda nos rádios com trechos dos debates na Câmara dos Lordes, multas falsas com o logotipo do jogo por estacionamentos de convenções de jogos e um pôster com uma lista de atividades criminais que o jogador podia realizar. Quando Baglow ralou seu carro em uma árvore, Clifford circulou a informação distorcida que um dos criadores de Grand Theft Auto havia sofrido um enorme acidente automobilístico e teve sua carteira de motorista apreendida. Apesar de Baglow ter gostado da “brincadeira”, Jones ainda estava reticente e não acreditava que várias pessoas estavam criticando um jogo ainda não lançado.

A BBFC havia contratado um psicólogo da Universidade de Nottingham Trent para estudar o jogo e o veredito final foi emitido pouco antes do lançamento. O pronunciamento citava que a violência de Grand Theft Auto “não tem precedentes”, porém não proibiu sua venda e o classificou como um produto recomendado para maiores de dezoito anos. A BMG ficou muito satisfeita com a classificação e o resultado da campanha, com Clifford estimando que haviam alcançado por volta de treze milhões de pessoas com as controvérsias. Mesmo tendo recebido classificações similares ao redor do mundo, o jogo ainda assim atraiu polêmicas semelhantes em países como a Alemanha e França, enquanto o Brasil proibiu completamente sua venda em território nacional. “BR SENDO BR!”

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